SUMÁRIO
-Apresentação: Entre lapiseiras,
cigarros e jukeboxes;
cigarros e jukeboxes;
-Articulando idéias: Apologia
do punk rock, por Barbara Miller;
do punk rock, por Barbara Miller;
-Amontoado de páginas:
Trópico de Câncer, Henry Miller;
Trópico de Câncer, Henry Miller;
-Sexo verbal: uma entrevista com a
banda blumenauense de (?)
Plus Ultra;
banda blumenauense de (?)
Plus Ultra;
-Dou pitaco, logo existo: quem
se candidata a redigir umas
linhas? - Jesus Cristo e o traje que não
se candidata a redigir umas
linhas? - Jesus Cristo e o traje que não
lhe serve mais, por André Russell;
-(Re)articulando idéias: Bakunin
e o anarquismo, por Barbara Miller;
e o anarquismo, por Barbara Miller;
-Cusparadas;
-Dissonância comentada, por Ismael
Darkness: Sarcófago - INRI (download) e
Queensrÿche - Operation Mindcrime (download);
-Prestação de tímpanos, por Barbara
Miller: Poison Idea - Pick your king (download)
e Ratos de Porão - Feijoada Acidente? Inter.
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Apresentação:
Entre lapiseiras, cigarros e jukeboxes, por que estamos aqui, oh, raios?
O objetivo do fanzine Coringa! - why so serious? não é entreter, não é fazer 'o tempo passar', muito menos deixar o leitor com o cérebro acomodado no seu crânio aconchegante ou com a bunda no sofá. Talvez com a bunda no sofá – por enquanto, ambicionamos uma revolução-de-si nos leitores; talvez adiante uma revolução-dos-costumes-coletivos -, mas jamais (!) com o cérebro criando limo. Se alguns fanzines se idealizam como uma 'televisão de papel' – o (tele)espectador clamando “divirta-me, acomode-me, embale minha hipocrisia” e o faneditor engendrando seu espetáculo massificado -, outros teceram um caminho para além dessas publicações corpo-morto, propagando pandemônios contraculturais (França – Maio de 68), instigando valores-raíz, como o da feminilidade (insólita abordagem em livro, O Segundo Sexo, por Simone de Beauvoir, e em fanzines feministas, do gênero Riot Grrrl), da literaturinha nauseabunda que vende horrores ou dos hábitos alimentares, como os zines voltados para a temática do vegetarianismo. Queremos ser desses outros, ousados e fundamentados numa criticidade séria – às vezes sarcástica -: não um amontoado de A4 que serviria de rascunho na escrivaninha. O Coringa! quer propor um exercício de pensamento e musicalidade. É simples, mas basta.
Coringa! - why so serious? é inspirado no mesmo coringa dos filmes do Batman: o vilão inteligente – personalidade singular -, detentor do gás do riso e de um conhecimento aprimorado em química, que só não derrota o homem-morcego por uma questão de princípios morais da sociedade projetados nos filmes: é a arcaica história de que os bons, custe o que custar, têm que vencer. Além deste, fundamentamos a nossa filosofice de fanzine no coringa dos tradicionais jogos de baralho: carta que, a princípio, não mostra valor, mas, quando se enxergam furos (numa canastra, por exemplo), prova que vale mais do que aquilo que se oferece por ela de início: por mais que deixe sujeira por onde passa; mesmo sendo uma solução última para fechar uma jogada. Este fanzine se pretende coringa: uma alternativa ao que veicula por aí no trânsito das mãos (queremos, que ousadia!, criar engarrafamento e voltar a atenção de alguns para o trabalho-lazer aqui sugerido), um preenchedor de lacunas, um pontapé rumo a uma arte-literatura-música que não é mercenária nem intermédio para outros fins que não ela própria. Somos marginais, cuspidos, ácidos e sulfurosos; criticamos, não para sustentar o adjetivo 'crítico' – que, por favor, está na moda -, mas a fim de desmistificar alguns deuses sem mérito que sobrevoam as cabeças-palito-de-fósforo. Se um mísero leitor se prestar a olhar as linhas – e, quem sabe, tentar chafurdar as entrelinhas -, nosso intento estará realizado. E se você já revolucinou o mau costume da não-leitura – o que se faz é passar os olhos por cima - e leu até aqui, agradecemos do fundo do estômago cheio de vodka e outros destilados.
(somos comuns, mas não queremos ser tanto)
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Cusparadas!,
"Não, nossa ciência não é uma ilusão. Ilusão seria imaginar que aquilo que a ciência não pode nos dar, podemos conseguir em outro lugar". (Sigmund Freud em O futuro de uma ilusão*)
*No fanzine #1, publicamos, erradamente, que essa frase pertence à obra O Mal-estar na civilização. Lamentamos o erro.
Indicações cinematográficas
-Jornada da alma, de Roberto Faenza;
-O Grande ditador, de Charles Chaplin;
-Hannah e suas irmãs, de Woody Allen;
-Opera rock Tommy, por The Who e convidados.
Indicações de sites
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